
da NET
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"
De Nelinha a 25 de Agosto de 2009 às 21:01
Boa Noite Amigo,
É linda... esta "Ternura" ... que nos deixa;
Se me é permitido, adoro David Mourão Ferreira.
Beijinho
Nela
Olá Nelinha
Obrigado pela visita 
beijo
Solitário
De Ana a 30 de Agosto de 2009 às 01:52
Desnudo a beleza
para que a fantasia comece a florir
Há corpos
que têm a cor do amanhecer
sentados sobre cadeiras envelhecidas
Há carne
palavras surdas
e dedos bruscos de tempo
Há enlaces
de múltiplos desejos
e no espaço íntimo
que consome os corpos sem roupas de exílio
fica o perfume tímido do sonho
(António Sem)
Tantas afinidades também na poesia...
Um abraço
Comentar post