Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

NO TEMPO QUE PASSA

No mar que navego

Na voz que oiço,

No corpo que possuo

No tempo que passa

Só tu, tens o saber da vida,

O sentido das emoções

O instintivo talento do amor,

O toque imprevisível

Que torna um prazer eterno.

 

Só tu, com os teus expressivos olhos

O sussurrar do coração entre os dedos

Conheces do amor os segredos

E assim fascinas, assim cativas.

(Cunha Simões)


publicado por O Solitário às 16:37
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A Solidão em Perspectiva

 

É exactamente porque não há solidão que dizes que solidão. Imagina que eras o único homem no universo. Imagina que nascias de uma árvore, ou antes, porque eu quero pôr a hipótese de que não há árvores, nem astros, nem nada com que te confrontes: supõe que o universo é só o vazio e que tu nascias no meio desse vazio, sem nada para te confrontares. Como dizeres «eu estou sozinho»? Para pensares em «eu» e em «sozinho» tinhas de pensar em «tu» e em «companhia». Só há solidão «porque» vivemos com os outros...

Vergílio Ferreira, in 'Estrela Polar'

 


publicado por O Solitário às 07:23
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Os teus desejos

É o equilíbrio do teu corpo

A beleza da tua suavidade

Os teus desejos,

A inocência da tua maldade

Que me despertam.

 

Tu és o símbolo do efémero

Que eu desejo guardar.

 

Tu és o mármore esculpido

Que mesmo depois de possuído

Continua fresco e deslizante.

 

Tu és a mulher peregrina

Que estando escrita na minha sina

És primavera, outono e amante.

 

 

 

 

(Cunha Simões retirado da Net)

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publicado por O Solitário às 11:47
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Foi para ti que criei as rosas

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
E dei às romãs a cor do lume.

 

 Foi para ti que pus no céu a lua
e o verde mais verde dos pinhais.
Foi para ti que deitei no chão
Um corpo aberto como os animais.

 

Eugénio de Andrade


publicado por O Solitário às 07:32
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Domingo, 27 de Abril de 2008

Segredo

Nem o tempo tem tempo
para sondar as trevas

 

deste rio correndo

entre a pele e a pele

 

Nem o Tempo tem tempo

nem as trevas dão tréguas

 

Não descubro o segredo

que o teu corpo segrega

 

(David Mourão Ferreira)
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publicado por O Solitário às 07:18
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade


publicado por O Solitário às 07:05
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

QUERO-TE...

Quero te conhecer
De uma maneira diferente
Quero poder te falar
Tudo o que o meu coração sente
Quero, enfim, dizer que por ti
Meu pensamento voa
Longe, infinito
Vagueando à toa
Procurando uma razão de entender
As coisas que acontecem entre nós
Mas afinal...Que coisas?
Nunca nos tocamos
Nem nunca nos beijamos
Eu Apenas te olhei
Discretamente te observei
 
E….. Como te desejei
 
Temeroso, desejando que um dia
Tudo isso possa vir a acontecer
Será um momento maravilhoso...
Nossos corpos se encontrando
Em instantes de prazer ..
Mas devo confessar que em meus sonhos
Tudo já se realizou
Tu
bem presa em meus braços
Dizendo, com carinho
Sussurrando, bem baixinho
Doce e mágica sequência de palavras:
Eu te amo, meu amor!...
 
Poema de : Ronaldo Andrade
 

publicado por O Solitário às 06:46
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Domingo, 20 de Abril de 2008

NUNCA PARTO INTEIRAMENTE

Nunca parto inteiramente,
não me dou à despedida
As águas vão simplesmente
presas à sua nascente
é do seu modo de vida
 
Fica sempre qualquer coisa
qualquer coisa por fazer
Às vezes quase lamento
mas são coisas que eu invento
com medo de te perder
 
Deixei um livro marcado
e um vaso de alecrim
Abri o meu cortinado
fiz a cama de lavado
para te lembrares de mim
 
Nunca parto inteiramente
Vivo de duas vontades:
uma que vai na corrente,
a outra presa à nascente
fica para ter saudades
 
Ala dos Namorados

publicado por O Solitário às 18:05
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Caçador de Sóis...

À "Fortaleza do Silêncio" chegou uma simpática sugestão, vinha acompanhada de um lindo e belo sorriso, aqui tens o poema de que tanto gostamos!  
Pelo céu as cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar a tua beira
E ser o que eu quiser

Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis


Ala dos Namorados

publicado por O Solitário às 00:04
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Há Dias Assim



Há dias assim
cinzentos de sol
a amarelecerem as folhas da melancolia

Há dias assim
com sorrisos imóveis
quando tombam os ramos da noite

Há dias assim
onde o instante quebra
a aliança entre o homem e as coisas

E nesta sucessão dos dias
deslizo como uma gota sem contactos
que abro entre formas cegas que me ignoram
(António Sem)

publicado por O Solitário às 07:35
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

São para ti.....

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publicado por O Solitário às 08:54
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Nunca mais poderei esquecer

Por mais que queira

Transformar o amor num acto trivial

Contigo não consigo.

 

Foram demasiados belos os momentos,

Surpresas raras, sonhos impossíveis

Que tu me ofereceste.

 

E tudo isso que me deste

Nunca mais poderei esquecer.

(Cunha Simões - da Net)


publicado por O Solitário às 18:20
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Primavera

Todo o amor que nos
prendera
como se fora de cera
se quebrava e desfazia
ai funesta primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

E condenaram-me a tanto
viver comigo meu pranto
viver, viver e sem ti
vivendo sem no entanto
eu me esquecer desse encanto
que nesse dia perdi

Pão duro da solidão
é somente o que nos dão
o que nos dão a comer
que importa que o coração
diga que sim ou que não
se continua a viver

Todo o amor que nos
prendera
se quebrara e desfizera
em pavor se convertia
ninguém fale em primavera
quem me dera, quem nos dera
ter morrido nesse dia

David Mourão-Ferreira



publicado por O Solitário às 20:56
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Amo-te assim....

Amo-te assim

Sem enfeites nem disfarces

Ungida pela água.

Cabelo corrido pelos ombros,

Olhos brilhantes de alegria e volúpia

Toda amor mar e harmonia

Como se tivesses descido do céu

E uma nuvem fosse o longo véu

Que nos envolvesse eternamente.

 

 

 

 

  (Da Net - Cunha Simões)

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publicado por O Solitário às 15:39
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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

A boca....

 

A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo cintila,
a boca espera
(que pode uma boca esperar senão outra boca?)
espera o ardor do vento
para ser ave e cantar.

Levar-te à boca,
beber a água mais funda do teu ser
se a luz é tanta,
como se pode morrer?

(Eugénio de Andrade)

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publicado por O Solitário às 07:04
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Domingo, 13 de Abril de 2008

As Minhas Mãos

As minhas mãos afagam a doçura
e estendem-se gentis e tranquilas
pelas horas infindáveis
de muitas coisas passadas
em anos vividos
abraçados num destino
que transporta consigo
pedaços de uma vida
As minhas mãos afagam a doçura
e trazem novos afagos de lua cheia
buscando ansiosas e aflitas
o conforto de uma pele macia
de tanto prazer abraçado
e de tanta delícia sentida
(António Sem)
sinto-me: saudoso
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publicado por O Solitário às 20:25
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Sábado, 12 de Abril de 2008

Nuvem Passageira...

 

 

Se pudesse dobrava as nuvens
e enviava-tas num envelope azul
pelo céu.

(retirado da Net)


publicado por O Solitário às 19:53
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Encosta-te A Mim

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar.
 
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
 
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
 
Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
 
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
 
Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo
o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
 
 
(Jorge Palma)
 

publicado por O Solitário às 18:42
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Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Drummond de Andrade)


publicado por O Solitário às 09:18
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Sexta-feira, 11 de Abril de 2008

O "outro" Sorriso...

Contigo aprendi a sorrir, os nossos sorrisos tocavam-se num tom harmonioso, os olhos brilhavam a cada olhar, a cada sorriso que imergia nos nossos rostos.

Depois “partistes” para essa longa viagem, já não estás entre nós, mas o teu sorriso permanece, o teu sorriso está e estará sempre presente, e aonde que estejas, estarás a sorrir!

 

Recordas o nosso último encontro?... O que me dissestes quando eu parti para outras terras, os teus avisos, a tua preocupação comigo, as recomendações que me fizeste por causa da guerra, das epidemias, das doenças, enfim, de tudo…

 

Recordo esse sorriso da nossa despedida, como sempre tinhas no rosto um sorriso franco e aberto, um sorriso lindo!...

Naquela noite, enquanto eu “voava”, deixaste-nos e inicias-te a tua longa viagem…

 

Mas sabes o que me aconteceu?... Passados alguns anos, andava deambulando por aí e encontrei um outro sorriso…. Se é igual ao teu?...Oh, não!... Cada sorriso é único, cada sorriso têm a sua própria beleza, não há dois sorrisos iguais, mas há de certeza, dois sorrisos lindos!

Com esse sorriso, reaprendi a sorrir, sorri novamente como sorria contigo, recordas?...

Sabes, mas recentemente, houve um dia em que o meu sorriso ficou triste, ficou magoado, ah, perguntas porquê?...

 

Talvez um dia te conte, sim, um dia destes conto-te!

Sabes, tens o meu sorriso!...

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publicado por O Solitário às 13:56
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